Introdução
Os modelos pré-clínicos, como os modelos murinos, são essenciais para avaliar a eficácia dos tratamentos terapêuticos na investigação oncológica. Recentemente, novos modelos murinos com tumores ortotópicos implantados cirurgicamente permitem uma representação mais fiel do cancro humano do que os modelos subcutâneos tradicionais. No entanto, os modelos ortotópicos requerem avaliação in vivo. Esta evolução exige a utilização de técnicas de imagem não invasivas para monitorizar o crescimento tumoral, uma vez que as medições com paquímetro usadas em tumores subcutâneos já não são aplicáveis.
A monitorização do volume tumoral ou do seu acompanhamento é frequentemente imprecisa. Também é difícil atribuir alterações de peso à progressão tumoral ou a outros fatores de confusão. Um dos principais critérios de avaliação nestes estudos é a medição do volume tumoral, que permite aos investigadores acompanhar não só o crescimento do tumor, mas também a resposta aos tratamentos ao longo do tempo. A ressonância magnética afirmou-se como uma técnica de imagem não invasiva e precisa, capaz de fornecer informação anatómica e funcional detalhada, tornando-se particularmente útil na investigação oncológica.
Este white paper, concebido como prova de conceito, analisa a relevância da utilização da ressonância magnética para avaliar o volume tumoral num modelo murino ortotópico de cancro colorretal.
